Por outro lado, a depender da posição que se coloque o microfone, você irá captar o som apenas d´aquele ponto de vista, ignorando a parte do som que se desenvolve para os diversos lados da fonte sonora.
Muitos fatos curiosos ocorrem todos os dias no processo de gravação, onde um efeito, uma trilha, simplesmente "desaparece" pelo uso de um determinado conector defeituoso ou fone de ouvido sem qualidade e, derrepente, aparece muito mais alto que todas as outras trilhas em outro aparelho de som.
Quanto for captar sons faça uma análise cuidadosa nos seguintes ítens:
A sala de gravação: Pense que uma sala é uma verdadeira caixa acústica e tem o seu som próprio, avaliado pelo que denominamos de frequência de ressonância. Sons próximos a esta frequência são favorecidos se tornando mais altos que os outros. Desta forma a voz da pessoa pode ter as componentes mais graves ressaltadas ou as mais agudas distorcendo, ás vezes para melhor outras para pior, o seu som original. Em um estúdio este assunto é tratado adequadamente se utilizando de profissionais especializados. Você irá se impressionar com os diferentes resultados de sons obtidos usando o mesmo instrumento, o mesmo microfone, apenas utilizando salas diferentes.
O microfone: Conheça bem as características do seu microfone, o comportamento dele frente as diferentes frequências que vem descrito pelo próprio fabricante, através de um gráfico denominado de Gráfico de Resposta de Frequência. Neste gráfico você pode ver onde seu microfone funciona melhor sem distorcer. Observe na parte do gráfico que é plana.

Quanto a forma de captação podem ser :
Veja abaixo, por exemplo, a utilização real de microfones usadas no show de Marina Lima publicada na revista Áudio Música & Tecnologia/ JUN 2001 (na minha opinião a melhor do gênero).
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USO
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Microfone
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Voz (Marina)
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SHURE - Beta - 57A
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Vocal
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SHURE - Beta - 58A
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Bumbo
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SHURE SM-91
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Caixa Top
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SHURE Beta-56
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Hi Hat
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AKG C-460
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Ton
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SHURE Beta 98
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Floor ton
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SENNHEISER MD 421
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Over
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AKG 414
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Guitarra(microfonada)
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SHURE SM-57
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Quando a figura de captação podem ser:
Quanto a quantidade de cápsulas
Microfones digitais - Em tese é a composição de um microfone com todas características acima apresentadas já acoplado a um conversor analógico/digital. Ou seja a digitalização já é feita na ponta minimizando os ruídos que ocorrem nos cabos e conectores. Note que estes microfones não podem ser conectados em aparelhos com entrada analógica. A grande novidade do momento é o Solution-D da Neumann ou na InLine (011)5072-6624.
Microfones sem fio - É a composição de um microfone com um transmissor e receptor. Estão disponíveis na forma integrada ao transmissor ou podemos adquirir transmissores com plugs padrão nos permitindo o uso de qualquer microfone. Veja os produtos da AirLine ou a série 100 da Sennheiser.
Os Cabos e Conectores- A depender do comprimento, características e até mesmo pequenos defeitos em cabos, o som de alguns instrumentos pode sair inteiramente diferente. A voz, em alguns casos, simplesmente desaparece ficando apenas a música (cabos não coaxiais longos).
É necessário cuidado na escolha e, para isto, começe se utilizando de cabos coaxiais, que são aqueles cabos que possuem uma malha que reveste o fio que trafega o sinal de áudio. Esta malha serve de barreira para ruídos externos jã que sinais eletromagnéticos, como emissoras de rádio e cliks gerados por aparelhos quando ligam, não conseguem penetrá-lo.
Além disto, a configuração do cabo, ou seja, de como os fios que compõe o cabo são usados, é também fator importante podendo ser:

Desenho extraído do manual da mesa de som Behringer
Ground = Terra, ligado à malha
Hot = Positivo(+)
Cold=Negativo(-)
Todo cabo termina em um conector, e , temos diversos tipos de conectores:
Plugs MONO 1/4" - Como vemos na figura no lado esquerdo muito comuns em microfones de baixo custo e instrumentos elétricos. Também chamados de banana.
Plugs ESTÉREO 1/4" - Como vemos na figura no lado esquerdo. Podem ser usados em configuração não baleanceada estéreo ou balanceada mono.Também chamados de banana.
Plugs XLR - Conectores usados em equipamentos profissionais, como vemos na figura acima na parte inferior. É padrão de saída em microfones e presentes em todas as mesas profissionais. Em palcos, é comum o uso de "direct BOX" que é usado para converter o cabo comum (casar impedâncias) , não balanceado, no padrão XLR, dando mais proteção ao ruído.
Plugs RCA - São plugs usados em cabos de audio e vídeo (AV) muito comuns em televisões. São sempre MONO e comuns para saídas auxiliares como, por exemplo, para gravadores, CD´s Players e Pick-ups (radiolas). Estes cabos, geralmente, possuem malhas dando talvez o mesmo grau de proteção ao ruído de um cabo não balanceado mas possuem características elétricas diferentes podendo apresentar resultados diferentes a depender do seu comprimento.
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Banana MONO - P2
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| Banana ESTÉREO - P2 | |
| Banana MONO 1/4" | |
| Banana Estéreo 1/4" | |
| RCA | |
| XLR Fêmea (para encaixe em microfones) | |
| Conversor ESTÉREO 1/4" x P2 | |
| Conversor ESTÈREO P2 x 1/4" | |
| RCA FÊMEA para extensão | |
É preciso se ter em mente que toda vez que um movimento, uma onda, passa de um meio para o outro, seja luz, onda eletromagnética, sonora ou corrente elétrica parte da energia é refletida de volta na proporção das diferenças dos meios ("descasamento de impedância"). Ou seja quando o sinal elétrico, portando o som gerado pelo microfone ou captador passa do cabo para o conector e do conector para o pré-amplificador, enfim, em todas as conexões que por ventura existirem até sua armazenagem (gravação) haverão perdas de energia e geração de ondas refletidas que podem vir a cancelar harmônicas do som natural. Por isto, evite conversão de conectores e conectores com soldas mal feitas em cabos de baixa qualidade para que o som natural seja, a medida do possível preservado. Pode parecer excesso de zelo, mas lembre-se que: o custo que se tem para passar de um nível de qualidade de 30% para 90% pode ser irrisório, mas, passar de 90 para 92% pode custar uma fortuna e, toda esta fortuna, pode ser desprezada em uma únca conexão mal feita. Quando se trabalha em ambientes que contém equipamentos de alta-fidelidade cada detalhe pode literalmente jogar todo o seu investimento no lixo.
Pre-amplificadores....................................................

O sinal gerado por microfones e captadores elétricos é sempre baixo, estando na ordem de milésimos de volts, não podendo claro, sensibilizar nenhuma caixa de som ou qualquer sistema de gravação. Por isto é necessário realizar uma primeira amplificação através do que se denomina de Pré-amplificação. Estes equipamentos apenas elevam o nível do sinal mas não conferem potencia ao mesmo, ou seja, a saída de um pré-amplificador não é indicada para que façamos conexão direta à auto-falantes. Este nível de sinal apenas garante uma entrada de valor considerável em mesas de som e gravadores para que o mesmo se destaque do ruído, sempre presente em qualquer captação elétrica.
O pré-amplificador visa qualidade e não quantidade.
Para entender melhor o que é aumentar nível e aumentar potência miremo-nos no exemplo de um carro 1.0 à 100 Km/hora, na primeira ladeira esta velocidade poderia cair para 80 ou até 60 Km a depender do seu peso, mas um carro 2.0 com a mesma velocidade (mesmo nível) poderá mantê-la subindo a mesma ladeira por este ter mais potência.
Ou seja potência é a capacidade de se gerar um trabalho mecânico, como o esforço que um sinal tem que fazer para mover um grande cone de auto-falante. Não basta apenas ter nível (velocidade) é preciso ter potência. E este é um trabalho para amplificadores e não para pré-amplificadores. Veja que, no momento, queremos gravar algo com bom nível e não estamos ainda querendo ouví-lo.
Você deve estar se perguntando porque tanta coisa, se, apenas deseja fazer uma "gravaçãozinha" - nada muito sério. Sabendo ou não, até os mais rudimentares equipamentos de som possuem internamente estágios de pré-amplificação.
Por incrível que possa parecer, hoje, a grande procura está voltada para equipamentos valvulados
Uma vez que tenhamos um sinal em bom nível poderemos fazer os primeiros ajustes quanto as componentes harmônicas que existem nele. Componentes harmônicas são as frequencias que estão presentes no som que estamos gravando. Também quase todos os aparelhos de som possuem controles de graves e agudos o que já constitui um equalizador de duas bandas - a baixa , graves e as agudas, altas. Nele poderemos dar diferentes amplificações às frequencias mais baixas (graves) e às frequencias mais altas (agudos).
Logo, equalizar é equilibrar estas componentes de frequência ao gosto de quem ouve - o que, às vezes, pode significar exatamente o contrário.
Quando estamos gravando um som, e fazendo isto com equipamentos de qualidade, devemos fazê-lo sem acrescentar nem retirar nada dele, colocando todos os ajustes do equalizador na posição nula ou como se diz - "flat". Nos posibilitando mais tarde fazer os ajustes necessários com a calma necessária e ouvido bem apurado, longe daquela cantora impaciente que "não come nada disto".
Equalizar é dar um som agradável, reforçando ou retirando componentes, dando brilho, adequando o instrumento ou voz ao clima proporcionado pelo arranjo. Podemos dar profundidade, seriedade ou leveza, dar naturalidade ou artificializar. Por isto, gravando na posição "flat" poderemos fazer todos estes ensaios após a gravação sem precisar repití-la inúmeras vezes.
Tecnicamente um equalizador, através de filtros elétricos apropriados, separa seu som em diversas bandas lhe dando, em cada botão, o controle de volume diferenciado e, logo depois, somando e recompondo o novo sinal agora com reforço naquela ou naquelas frequências.
Um equalizador é conhecido pelo número de bandas que possui e, um operador inexperiente, com certeza se encontrará perdido em meio a tantos botões e se limita a fazer desenhos engraçados e que fica interessante em uma sala de visita.
Um equalizador, se bem utilizado, corrige as deficiências de captação, de cabos e da sala objetivando a dar ao som o timbre desejado, seja ele natural ou não.
De outra maneira ele personaliza a música para qualquer gosto ou moda.
É claro que em um stúdio profissional temos equalizadores com mais de 20 bandas, mas hoje, até violões com captação embutida já possuem pequenos equalizadores de 2 ou 3 bandas como também em pequenas mesas de som.
Para você iniciante não se preucupe em adquirir um equalizador pois ele estará presente na mesa ou em programas de computadores caso faça sua opção por gravação digital.
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Este é um ponto sensível da gravação. Lembre-se que muitas pessoas vão escutar sua produção musical através de diversos aparelhos de som com diversas caixas acústicas. Qual deles ou delas se aproxima mais do som original o qual você passou dias para equalizar ? Quando se equaliza o som é preciso que você tenha certeza que está ouvindo o som mais próximo do que está sendo gravado ou processado, pois estaríamos tentando consertar o que se está , na verdade, ouvindo errado. |
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Por exemplo, se sua caixa referência reforça um pouco nos graves você tenderá, no momento da equalização reduzir os graves e se surpreenderá com o som sem grave quando for ouví-la em outra caixa acústica com características diferentes. Com um problema desta natureza você também compromete a mixagem já que o volume de um intrumento, que depende da sua frequência, pode se tornar muito alto ou muito baixo comprometendo o timbre do próprio instrumento.
É para este fim que estão disponíveis no mercado os Monitores que são caixas especialmente fabricadas para manter a fidelidade do som original. Apesar do tamanho reduzido, não espere preços baixos.
Podem ser dinâmicos, quando possuem amplificadores próprios ou passivos, necessitando de um amplificador externo.
Podem também ser analógicos ou digitais, como DS-50A da foto acima da Roland.
Um outro fator igualmente importante é a posição em que se encontram em relação à sala e principalmente aos seus ouvidos. Eles devem se dispor de forma simétrica, bem posicionados, para que a percepção do volume de som do lado esquerdo fique balanceado com o lado direito e para que, por efeito de propagação de ondas acústicas, algumas componentes de frequência não se cancelem.
Querendo fazer o certo, procure um técnico em acústica e ele fara o projeto adequado ao formato da sua sala, mas para projetos caseiros apenas se preucupe com a simetria.
Escolhendo a mídia para Gravação
Bem, olhando o mercado e os produtos que hoje estão sendo ofertados vemos o que pode ser chamado de "caminho sem volta". Os gravadores de fita, multi-pistas estão literalmente desaparecendo dando lugar as chamadas "estações de trabalho" (workstations) com gravação puramente digital onde cada segundo do som é partido em 44 a 96 mil fatias sendo, cada uma delas, medida segundo o nível e armazenada em um código formado por uma sequência de 16 "uns" e ou "zeros".
Repetindo a matemática (você não precisa ler o que está abaixo):
Número de Bits para 1 segundo = 44.000 leituras x 16 bits por leitura =704.000 bits ou 88Kb (já que cada 8 bits possui 1 byte).
Por este cálculo uma música de tres minutos, em estéreo, com qualidade de CD (44.000 amostra de 16 bits) seria armazenada em:
44.000 amostras x 16 bits x 3 x 60 segundos x 2 (estéreo) = 253.440.000 bits ou, dividindo por 8 teremos 31.680.000 Bytes (32 Mb).
Ou seja, gastamos 10,3 MB por minuto estéreo gravado ( ou seja de R$0,15 a R$0,30 por minuto). Imagine você gravações com 24 ou 40 canais.
Estou tentado a explicar os efeitos que causam gravações com mais ou menos amostras por segundo ou se codificamos cada mostra com 8, 16 ou 20 bits, mas isto tornaria o texto mais técnico do que já está. Por enquanto estou apenas estabelecer um vocabulário que está muito comum nas lojas do ramo e quando você, quanto tiver procurando sua placa de som saiba que:
Placas de 44KHz - Significa que a placa faz 44 mil leituras por segundo no som para armazenagem e que quanto maior mais original o som fica, cabe lembrar que acima disto é muito difícil se perceber. O mercado já fala tranquilamente em 96Khz (o dobro de um CD)
Placas de 16 bits - Significa que cada leitura tem seu volume (nível) armazenado em um código de 16 algarismos (sendo 1 ou 0 - daí vem o nome digital, ou seja, dois estados possíveis). Ou seja, a variação do silêncio ao nível máximo de som é dividida em 65.536 faixas possíveis.
Para calcular o número de faixas apenas eleve o 2 a potencia do numero de bits ( 2 elevado a...).
É fácil perceber uma placa com míseros 8 bits (256 combinações) mas, de 16 a 20 bits é muito difícil e o preço sobe assustadoramente.
Resumindo, uma placa de 16 bits a 44Khz está de bom tamanho, vamos aguardar que os preços do HD fiquem mais baixos.
Fazendo a opção pela gravação digital (sinceramente não vejo outro caminho) você poderá optar por diversos modelos de equipamentos que poderão figurar da seguinte forma:
Placas de som internas on Board - Placas de som que já vem prensadas na placa mãe do seu computador. Atualmente nenhuma é adequada para propósito de gravação. Querendo comprar um computador para este fim, adquira-o já com uma placa melhorzinha desligando a placa interna através de "straps" ... desista, peça ao fornecedor prá fazer por você.
Placas de som PCI - São placas adquiridas de forma opcional que são conectadas em conectores denominados de PCI. Nesta classe já figuram placas mais que suficientes para um uso inicial estando entre elas as mais amadoras, mas de excelente qualidade, SoundBlaster na sua versão mais light com até 512 notas de polifonia (tocadas ao mesmo tempo), a SoundBlaster Platinum (em torno de R$800,00) já com uma apresentação mais "profissional" e as mais tradicionais, embora menos conhecidas, como Layla, Gina, Darla, a MOTU 2408, a Ensoniq PARIS e a E-Mu APS. Não se esqueça que antes de "espetar" umas destas placas no seu PC desative sua terrível "on board", se presente.
Placas de som Externas (módulos de som)- São placas semi ou profissionais, geralmente mais caras e com mais qualidade. Ou seja, suas gravações, exceto pela sua sala e microfones, terão o mesmo tratamento digital dos melhores estúdios do mundo. Nesta classe estão inclusas a Digdesign - Protools MIX 24, podendo chegar a US$ 9.000,00 as mais baratas e novas DIG001 da Digidesign, etc.
AD/DA Converters - Muitas vezes estas placas são denominadas desta forma mas realizando, basicamente a mesma tarefa.
Quando estiver adquirindo umas destas placas tenha muito cuidado quanto:
Vale apena conferir em http://www.homestudio.com.br/Artigo10.htm de Sergio Izecksohn do site HomeStudio outras dezenas de opções como também dar uma olhada nos outros artigos.
Uma vez que o som já foi convertido para o mundo digital, e dele poderá sair através da sua placa de som, um mundo de opções de programas está disponível. Por agora tentaremos classifica-los para que possamos compreender, comparar e fazer a opção certa. Não sou partidário daqueles que colecionam pelos menos 3 programas similares de cada tipo, acho que deveremos escolher um e se aperfeiçoar tirando o máximo das suas possibilidades.
Manipuladores de áudio - São programas que se focam na gravação e principalmente na edição do áudio. Podendo trabalhar com muitos formatos exportando também para muitos formatos. Na maioria das vezes estes programas trabalham apenas com uma trilha de cada vez, podendo ser estéreo. Entre as principais características temos:
Para plataforma PC temos o Sound Forge figurando entre os melhores.
Devemos utilizar estes programas quanto quisermos dar um tratamento especial a uma determinada trilha sonora no projeto musical e nã são indicados para gravar o projeto como todo. Ao meu ver estas são as aplicações mais convenientes:
Sequenciadores - São programas que, basesados em uma sincronização permitem a montagem e controle independente de uma série de trilhas em formato de áudio ou MID. OU seja ele atua como um maestro e é sobre ele que se monta o arranjo.
Não se pode realizar um projeto sem estes sequenciadores. Com eles poderemos gravar, uma a uma, de forma independente, quantas trilhas ele, a placa de som ou seu computador premitirem tendo como base o metrônomo.
Plugins - São programas que funcionam associados com um programa mestre, hospedeiro ou HOST. Ou seja, eles figuram nos Menus como uma opção nos programas hospedeiros e, devido a este fato, eles são desenvolvidos sobre padrões rígidos (Direct X, SFX, etc).
Estes plugins, muitas vezes são mais caros que os programas hospedeiros e são os que fazem o trabalho de processamento de efeitos e pouco aparecem.
Por exemplo, se tivermos instalado em nossa estação de trabalho os programas CakeWalk, que é um sequenciador, e o Sound Forge, um editor de áudio, ao instalar um plugin padrão de reverb (reverberação), em princípio, nada acontece, mas ao executarmos um deles veremos que mais uma opção de efeito apareceu misteriosamente no menu. Um fato interessante é que o próprio Sound Forge aparece como opção no Cake Walk, ou seja, eles convivem pacificamente, já que, cada um tem sua função definida no trabalho.
Poderemos instalar quantos plugins nossa máquina permita e todos eles ficarão dsiponíveis para todos os programas hospedeiros instalados.
Basicamente existe plugin para toda sorte de efeitos que quisermos e dezenas de opções para cada efeito. Entre os mais importantes temos:
Flat - Permite dar o mesmo tratamento a todas as frequências. Colocando este nível em zero significa que nada será alterado do som original.
Frequência (Hz)- Frequencia na qual se quer alterar. Graficamente representam o eixo horizontal.
Nível (dB)- Geralmente dado em décibeis, representa o volume de som da frequencia específica e está figurado no eixo vertical.
Banda- Faixa de frequencia na qual se atua em grupo. Ou seja, é o número de botões que estão disponíveis. Como estamos no mundo virtual poderemos, no plugin, alterar o número de bandas segundo a nossa capacidade de diferenciação.
Normalizadores - Este plugin aumenta o nível do sinal para que não haja corte por saturação e distorção nas partes mais altas. É útil em gravações já feitas com nível baixo. Existem dois métodos de normalização, um por nível (volume máximo de 0dB) e por uma determinada potência.
É importante ressaltar que, no caso da parametrização por nível máximo, o plugin usa como amostra para cálculo a parte mais alta e aplica a mesma constante para toda a trilha. Ou seja, se existir, por milésimo de segundo, um único click que já esteja no nível mais alto, o processo não afetará em nada. Uma solução para este problema é reduzir o pico e normalizar novamente ou usar compressores com será explicado.
Outra dica importante é não usar o normalizador primeiro e depois aplicar outros plugins. Porque ?. Os plugins muitas vezes aumentam o nível de saída, como, após a aplicação do normalizador certos níveis vão para o máximo, e, com a aplicação de um outro plugin haverá uma extrapolação do nível máximo (0dB) causando distorções bem perceptíveis.
Enfim, entendendo-se o problema, eis a solução - Compressores de Dinâmica, usados com frequência em voz e bateria aplicam diferentes graus de amplificação/redução a depender do nível de entrada. Ou seja, estabelece-se um nível máximo (thresh), caso o sinal esteja abaixo dele o compressor amplifica de um ganho (ratio) determinado, caso o sinal esteja acima dele o compressor aplica uma redução. Desta forma ele limita os picos e acentua os vales (parte baixas das músicas). O resultado é uma potência sonora mais constante - há quem não goste - é só não exagerar nos controles para que a dinâmica natural da interpretação não seja transformada em uma chapa plana.
Outros parâmetros importantes do Compressor são:
Attack - Velocidade de resposta do processo às variações da música dado em milisegundos. Ou seja, em quanto tempo o processo vai iniciar a atuação após o nível de ativação ser alcançado (thresh).
Release - Este parâmetro regula caraterísticas de término. Ou seja, em quanto tempo o processo ficará atuando.
Gain - Dá um ganho (amplificação) final no processo.
Quanto aos dois primeiros parâmetros, repito o que dizem por ai - opção "a" : deixem do geito que está; opção "b" : Experimentem, experimentem, experimentem...
O Waves Renaissance Compressor™ é uma boa opção. Apesar de não ser um compressoar declarado o plugin denominado Waves Ultramaxmizer + faz um excelente trabalho.
De-essers - Quando o interprete possui um SS exagerado é necessário um controle específico, e, por incrível que possa parecer, este é um problema que atraiu atenção de vários desenvolvedores de equipamentos e plugins. O De-eSSers, literalmente retiram o SS da voz possuindo parametrização específica para voz masculina ou feminina.
Distorcedores - Estes plugins simulam o efeito de distorção usadas quase sempre na guitarras.
Visite http://www.thedirectxfiles.com e tenha uma idéia da grande gama de plugin escritos usando a interface Direct X para windows usadas em jogos (provavelmente você já tem instalado)
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